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Outubro Rosa: atuação farmacêutica é eficaz no combate ao câncer de mama

“Fui diagnosticada com câncer de mama em setembro de 2017. A partir daquele momento, meu tempo era sagrado para vencer a doença. Com muita força e fé, comecei a minha corrida pela a vida, pois tinha certeza que seria vitoriosa”, revela a farmacêutica Maria Viviany de Morais Claudino, que hoje está curada do câncer de mama.

A realidade de Maria Viviany é a mesma de quase 627 mil mulheres, e homens, que receberam o diagnóstico da doença só em 2018, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). De acordo com o órgão, este câncer é o quinto com maior mortalidade no mundo. Até o fim de 2019, estima-se uma incidência de cerca de 52 mil casos para um grupo de 100 mil mulheres. 

Preocupado com este grave problema de saúde social, o CRF-GO evidencia como a atuação farmacêutica, por meio da orientação e assistência, pode auxiliar que pacientes tenham, além de uma vida mais digna e saudável, mais sucesso e adesão ao tratamento.

Atuação farmacêutica
Segundo o farmacêutico, diretor da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde – Regional Goiás (Sbrafh-GO) e membro do Grupo Técnico (GT) de Trabalho em Farmácia Hospitalar do Conselho, Eterno Ribeiro da Silva, a participação do farmacêutico no tratamento de pacientes com câncer é altamente eficiente. “O farmacêutico atua orientando sobre os cuidados que o paciente deve ter com a medicação, horários de uso, evolução da medicação e possíveis interações medicamentosas”, afirma.

O farmacêutico e coordenador do GT de Oncologia, Naime Dias, afirma que a atuação farmacêutica se dá de acordo com cada caso, sendo diferente e específica para cada indivíduo. “O paciente oncológico tem toda uma assistência, serviço de farmácia clínica, orientação e dispensação de medicamentos, a fim de facilitar a adesão ao tratamento”, esclarece. 

Naime acrescenta que o farmacêutico é peça chave na terapia oncológica, pois atua, inclusive, com as reações adversas que o paciente pode ter com a medicação prescrita. “O acompanhamento farmacêutico de perto é fundamental, pois assim evitamos excesso de doses e eventos adversos do uso da medicação, ou subdoses, que é a ineficácia terapêutica”, explica.

Outra especialidade da Farmácia que auxilia pacientes diagnosticados com câncer de mama é a área de Práticas Integrativas e Complementares (PICs). O coordenador do GT de PICs, Fabian Arantes, revela que as técnicas podem atuar complementares ao tratamento quimioterápico. “As PICs não auxiliam na doença, mas na qualidade de vida do paciente, pois trabalham nos aspectos emocionais e mentais”, ressalta.

Segundo Fabian, práticas como acupuntura, shiatzu, yoga, massagem terapêutica, reiki, auriculoterapia, reflexologia e florais auxiliam o paciente a ter uma vida mais saudável e menos estresse decorrente do tratamento. “O paciente melhora a visão do quadro clínico, passa a ter maior aceitação e adesão ao tratamento. Além disso, as práticas podem amenizar os efeitos de uma provável quimioterapia”, explana. 

Vitória 
Durante seu tratamento, Maria Viviany foi acompanhada por uma equipe multidisciplinar de saúde com farmacêuticos que forneceram a ela todo apoio técnico e orientação necessária. A ex-paciente revela também que o farmacêutico Naime a auxiliou no período de tratamento, desenvolvendo um trabalho acolhedor e de proximidade. “A equipe de saúde me proporcionava segurança e me dava muito apoio, fato fundamental para minha cura”, expõe.

Para Maria foi difícil ser profissional da saúde e ao mesmo tempo ser paciente em um tratamento tão complexo. “Eu me esqueci de tudo, meu coração acelerava com temor da estrada. Jamais vou esquecer a primeira quimioterapia, só de pensar me emociono. Desabei, não aguentei e chorei muito, com medo de não aguentar”, expressa.

O tratamento de Maria Viviany contou com cinco meses de quimioterapia, internação na UTI, cirurgia e mais um mês de radioterapia. “Cheguei ao final vitoriosa. Venci meu medo, venci o câncer. Agradeço muito a Deus, à toda equipe multidisciplinar do Hemolabor e à minha família e amigos, que me deram força para eu chegar até aqui”, finaliza Maria, realizada pela conquista da batalha contra o câncer de mama.

Tratamento
Em 2012, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12.732, que garante ao paciente com tumor maligno o direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a contar do primeiro dia do diagnóstico.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra e do tipo. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diferentes tratamentos, como mastectomias, cirurgias conservadoras e de reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia, tratamento com anticorpos e terapia biológica.

Causa
O câncer de mama é causado pela multiplicação desordenada e anormal de células na região mamária, que formam um tumor. A doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido e outros crescem lentamente. Isso se deve às características de cada tumor, que se detectado nas fases iniciais, em grande parte dos casos, aumenta as chances de tratamento e cura. 

Segundo o Inca, o câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos fatores mais importantes de risco para a doença e cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Outros fatores que aumentam o risco da doença são: aspectos ambientais e comportamentais; genética e história reprodutiva e hormonal;     obesidade; sedentarismo; consumo de bebida alcoólica;     e exposição frequente a radiações ionizantes. 

Prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco da mulher desenvolver câncer de mama. Outro dado do órgão aponta que mais 30% de casos podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como: manter o peso corporal adequado e evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal. A amamentação também é considerada um fator protetor.
 
Outubro Rosa

Com o objetivo de disseminar informações sobre o câncer de mama, o Outubro Rosa visa promover a conscientização das pessoas sobre a doença, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento, e contribuindo para a redução da mortalidade.  Celebrada anualmente, a campanha foi criada no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. 

Com informações de Instituto Nacional de Câncer (Inca) e Ministério da Saúde (MS)
 

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