Farmacêuticos se preparam para novo Coronavírus

A palestra “Novo Coronavírus: uma abordagem sobre vigilância epidemiológica e laboratorial” serviu para preparar os profissionais farmacêuticos para a chegada do novo coronavírus a Goiás e para difundir informações seguras, sem causar alarde. O evento foi realizado no auditório do CRF-GO, na noite da última segunda-feira, dia 9 de março, por meio do Programa CRF de Portas Abertas.

Segundo a palestrante Angélica Lima de Bastos, que é farmacêutica-bioquímica e coordena a Divisão de Biologia Médica do Laboratório da Secretaria Municipal de Saúde Dr. Giovanni Cyneiros (Lacen/SES), o momento é crítico, mas não de alarde. Ela explicou que a doença causada pelo Covide-19 é muito incipiente e que ainda há muitas incertezas e até divergências sobre o novo coronavírus.

"Os farmacêuticos precisam estar muito interados e serem proativos", conclamou Angélica. Isto porque são os primeiros profissionais da saúde a terem contato direto com os pacientes, ao menor sintoma de gripe ou resfriado. A palestrante indicou os cuidados de biossegurança para laboratórios, empresas farmacêuticas e, principalmente, para os farmacêuticos a fim de evitar a propagação virótica.

Angélica fez uma linha do tempo e explicou o início da contaminação humana pelo vírus, falou da transmissibilidade, da infectabilidade e da letalidade do novo coronavírus, sempre comparando a outras doenças ainda mais graves. Ela disse que não é recomendado o uso de máscaras para pessoas que não estão doentes e reforçou que a medida primária e mais eficaz é lavar as mãos com água e sabão. A farmacêutica também detalhou como deve ser feita a coleta de material de pacientes suspeitos ou prováveis e o fluxo de envio de amostra ao Lacen. O laboratório divulga o resultado num prazo de 48 a 72 horas.

A farmacêutica, que participou da comitiva que recebeu os brasileiros repatriados da China, na Operação Pátria Amada, em Anápolis, se considera otimista em relação ao comportamento do vírus no Brasil, onde ainda não há contaminação comunitária, mas apenas local, e acredita que a epidemia aqui não será tão devastadora como na China e na Itália.

O conselheiro regional Wesley Magno, que fez a abertura da palestra em nome da diretoria do CRF-GO, disse que os conhecimentos serviram como alento, para acalmar e evitar alarde e reforçou a importância de se difundir informações verídicas.
 

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