CRF instrui farmacêuticos sobre o diagnóstico para covid-19

O Conselho de Farmácia do Estado de Goiás realizou a live “Desmistificando o diagnóstico para covid-19”, no dia 18 de agosto, pelo canal oficial do CRF-GO no Youtube. O evento foi oferecido gratuitamente, com emissão de certificado, e transmitido ao vivo para proporcionar interação dos participantes pelo chat.

A live teve abertura da presidente do CRF-GO, Lorena Baía, que opinou sobre a importância do tema a ser discutido para o exercício da profissão farmacêutica. “O CRF quer ser uma referência para farmacêuticos e técnicos de laboratório quando precisarem de boas informações” comentou Lorena.

Os palestrantes da noite, o farmacêutico e conselheiro regional do CRF-GO, Hindenburg Cruvinel e o farmacêutico-bioquímico, Luiz Antônio Doles, iniciaram o debate explicitando que os dados a serem apresentados são de estudos científicos, fontes confiáveis e órgãos de saúde, e pediram para que os profissionais fiquem sempre atentos a notícias falsas, em especial sobre a covid-19.

Para Hindenburg, o nível de confiança científica oriunda da experiência mundial no combate à covid-19, desde dezembro de 2019, quando ainda era considerada uma endemia em Wuhan, na China, está crescendo cada vez mais. “Em duas semanas, os cientistas chineses já tinham desenhado o teste molecular do vírus, isso é um marco histórico. Nunca antes, nós nos movemos tão rápido”, evidenciou o conselheiro, “Nossa experiência aumentou, e esse conhecimento vai nos ajudar a passar ainda mais rápido por problemas futuros”.

Um dos exemplos citados sobre a maturidade do diagnóstico é janela imunológica de oito dias de sintomas, que hoje em dia é responsável por um diagnóstico mais seguro. Foi observado que os exames feitos nos primeiros dias dos sintomas se revelavam falso-negativos, pois o corpo ainda não havia desenvolvido anticorpos suficientes para detecção, esse conhecimento permitiu o avanço da capacidade dos testes. 

O farmacêutico Luiz Antônio afirmou que o Brasil está na segunda fase da pandemia, a fase de esclarecimentos sobre os passos tomados no âmbito das analises clinicas. Para ele, o laboratório almeja sempre ter o melhor e mais verdadeiro resultado possível e para isso, devem seguir protocolos rígidos em relação ao momento certo de se fazer a testagem.

Atualmente, como relatou o palestrante, existem dois tipos de exames disponíveis: os chamados RT-PCR e o sorológico. O primeiro é considerado o padrão referência para o diagnóstico, uma vez que identifica o RNA do vírus por meio da amplificação do ácido nucleico pela reação em cadeia da polimerase. Enquanto os sorológicos são feitos a partir da segunda semana após o início dos sintomas, quando a quantidade de vírus diminui progressivamente e o indivíduo produz anticorpos contra o vírus, principalmente das classes IgG e IgM. Para ambos, o farmacêutico trouxe modelos de laudo para ilustrar sua explicação.

Os resultados negativos e positivos têm interpretações clínicas diferentes dependendo das suas interligações ou associações com o histórico de sinais e sintomas do paciente. “Se você fez o teste do cotonete, deu positivo e agora está fazendo o sorológico e deu negativo, significa que seu organismo ainda não conseguiu produzir anticorpos que fossem detectados pelos exames”, evidenciou Luiz. Posteriormente aos 14 dias sem sintomas, para casos com a sorologia positiva o paciente não está transmitindo e os anticorpos detectados conferem imunidade.

Ao final das palestras foi aberta a discussão entre os participantes, instigando o público à mandarem suas dúvidas. O encerramento foi feito pela presidente do CRF-GO, Lorena Baía, que agradeceu os palestrantes por um discurso tão rico em informações e os farmacêuticos e técnicos por buscarem e demandarem esse conhecimento vital para o exercício da profissão.

A transmissão está gravada e salva no canal oficial do Conselho no Youtube, para acessá-la clique aqui.
 

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