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Farmacêutico é grande aliado no controle do colesterol

Assistência e orientação são fundamentais para o tratamento da doença que afeta 40% dos brasileiros

O colesterol alto afeta 40% dos brasileiros e é a principal causa das doenças cardiovasculares, que matam 17 milhões de pessoas todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil representa mais de três quartos das causas de morte. Má alimentação, obesidade, diabetes, hipertensão e sedentarismo são fatores que contribuem para a elevação do colesterol ruim, além de fatores genéticos. Por isso, a assistência farmacêutica pode ser a melhor maneira de controlar a doença. 

Segundo a farmacêutica e mestre em Ciências Farmacêuticas Aline de Jesus Santos, a atuação farmacêutica se dá no controle da doença e dos medicamentos prescritos. “Nosso papel é orientar o paciente. Ver se o medicamento está funcionando. Observar os resultados dos exames. Acompanhar os efeitos medicamentosos e prestar orientação sobre medidas não farmacológicas”, explica.

Além disso, muitos estabelecimentos farmacêuticos já incluíram o teste do colesterol no rol de serviços farmacêuticos oferecidos aos clientes. Isto representa um grande avanço da profissão que, além de estar presente em todas as etapas do tratamento, trabalha diretamente no controle da doença. 

Os serviços farmacêuticos voltados para controle do colesterol estão regulamentados, em Goiás, pela Lei Estadual nº 18.135/2013, que dispõe das atividades suplementares em farmácias e drogarias, determinando que esses locais podem realizar testes de glicemia, triglicérides e colesterol.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 585/2013, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), é outra normativa que garante a atuação farmacêutica. Abrangendo todo o território nacional, a RDC regulamenta as atribuições clínicas e estabelece que o profissional de Farmácia pode solicitar exames laboratoriais para fins de acompanhamento bioquímico e fisiológico do paciente, rastreamento em saúde e monitoraria dos resultados da farmacoterapia prescrita. 

Aline salienta que o farmacêutico pode solicitar exames de laboratoriais para fazer a gestão da doença. “Nossa atuação com esses pacientes é muito importante, pois podemos dar orientação sobre uso, horário correto e mais adequado, reações adversas, interações medicamentosas com alimentos e entre medicamentos. São questões não observadas por outros profissionais, o que acaba dificultando o tratamento do paciente”, afirma a profissional. 

Fitoterapia é alternativa natural

A farmacêutica e secretária do Grupo Técnico (GT) de Trabalho em Práticas Integrativas e Complementares, Luciana Caetano, revela que outra forma que os farmacêuticos podem ajudar no controle do colesterol é com uso de fitoterapia. A prática, que faz parte do quadro de terapias complementares do SUS, faz a utilização de plantas para o tratamento de doenças. 

“Quando o paciente faz uso da alopatia, passamos a fitoterapia como tratamento complementar. O principio ativo de algumas plantas atua diminuindo as taxas do colesterol ruim e aumentando as taxas do colesterol bom”, expressa Luciana.

Luciana revela que dentre as plantas que podem ser usadas no controle do colesterol estão alcachofra, berinjela e feno grego. Estes produtos podem ser usados na forma de cápsulas em pó ou chá. “O mais indicado é o uso das cápsulas, pois é mais fácil de atingir a dosagem correta”, comenta.

Segundo o farmacêutico e coordenador do Grupo Técnico (GT) de Trabalho em Drogarias, Álvaro Paulo da Silva Souza, pacientes diagnosticados com a patologia devem conhecer seus riscos, caso a doença não seja tratada adequadamente. Também salienta a importância da adesão ao tratamento medicamentoso devidamente prescrito e de medidas não farmacológicas, como a prática de atividade física regular e alimentação saudável. 

Mulheres são maiores vítimas

De acordo com pesquisa realizada em 2016 pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em todo o País, os índices elevados de colesterol são mais frequentes em mulheres (25,9%) do que em homens (18,8%). Adultos, entre 55 e 64 anos, são os mais afetados (41%), e o excesso está associado à obesidade, alimentação inadequada e falta de exercícios físicos. 

O colesterol é um tipo de gordura produzida pelo organismo e responsável pela sintetização de hormônios, como testosterona e estrógeno. Cerca de 70% é produzido pelo corpo e o restante é adquirido pela alimentação. O colesterol total é formado por três tipos de colesteróis: HDL, LDL e VLDL. O primeiro, conhecido como bom colesterol, tem a função de retirar a gordura das artérias e transportá-las ao fígado para serem expelidas. O segundo, conhecido como mau colesterol, é uma gordura de baixa densidade, que pode se acumular nas artérias e provocar o entupimento das veias. E o último, que também é uma gordura de baixa densidade, aumenta o risco de doenças cardíacas. 

Um dos motivos da alteração dos níveis da doença é o consumo excessivo de gorduras saturadas e gordura trans, presentes em alimentos de origem animal e produtos processados. No entanto, tendências genéticas e hereditariedade também podem determinar um índice alto mesmo em pessoas de hábitos saudáveis.

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