Conselho reitera que lugar de medicamento é na farmácia

Em entrevista à Rádio Difusora, o farmacêutico Fábio Basílio, conselheiro eleito do CRF-GO, voltou a defender que lugar de medicamento é na farmácia e com orientação do farmacêutico. Fábio, que também é coordenador do Grupo Técnico Parlamentar do CRF-GO, concedeu entrevista direto de Brasília, ao vivo, na manhã desta quarta-feira, dia 3 de agosto. Ele participava da comitiva do CRF-GO para mobilizar deputados federais por Goiás a votarem contra o pedido de urgência do Projeto de Lei 1774/19, que autoriza supermercados e similares a comercializar medicamentos isentos de prescrição. No mesmo dia, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de urgência.

Na entrevista, Fábio explicou que a venda de medicamentos em supermercados aumentaria o acesso da população aos medicamentos, mas não às orientações de uso, o que provocaria aumento dos casos de intoxicação medicamentosa. “O Brasil gasta 60 bilhões de reais no tratamento de intoxicação medicamentosa, porque é um país onde as pessoas já têm o hábito da automedicação”, elucidou. O farmacêutico esclareceu ainda que não existe medicamento sem risco ou efeito colateral. Ele exemplificou que um simples paracetamol ou uma dipirona podem causar danos à saúde.

Hoje medicamentos só podem ser vendido nas farmácias, que são unidades de saúde, pois contam com atendimento do profissional da saúde. A legislação exige a presença do farmacêutico em todo o horário de funcionamento da farmácia. Fábio lembrou ainda que as farmácias são fiscalizadas pelo Conselho Regional de Farmácia e pelas Vigilâncias Sanitárias para assegurar que o farmacêutico esteja sempre disponível aos pacientes, que os medicamentos sejem armazenados e transportados de forma correta, que tenham procedência legal, registro e tantos outros critérios a serem seguidos.

Para finalizar, Fábio disse que o projeto de lei, de autoria do deputado goiano Glaustin Fokus (PSC-GO), atende a interesses econômicos dos supermercadistas, de distribuidoras de medicamentos e da indústria de medicamentos que “quer vender mais”. Ele também informou que já se posicionaram contra o projeto o Conselho Federal de Farmácia, o Conselho Federal de Medicina, a Anvisa e o Conselho Nacional de Saúde: “Do lado de lá o poder econômico a favor do projeto; e do lado de cá, profissionais que defendem a saúde da população”, finalizou.

Ouça a entrevista completa aqui:
https://crfgo.org.br/img/Fabio_Basilio_03_08_2022.mp3

 

 

 

 

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