O Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Grupo de Trabalho sobre Saúde Pública, lançou, na última quinta-feira (21/08), dois importantes guias que reforçam o papel estratégico do farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS).
O primeiro material reúne orientações práticas sobre os principais serviços farmacêuticos ofertados pelas equipes multiprofissionais (eMulti), organizados por linhas de cuidado. Já o segundo apresenta um passo a passo de como realizar o registro das atividades clínicas no SUS, com orientações sobre os códigos do Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP) e sobre os procedimentos necessários para o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
Representando o CRF-GO, estiveram presentes o superintendente Edmar Viggiano, a assessora técnica Cristina Lemos e o conselheiro regional Fábio Basílio. Também participou a conselheira federal por Goiás, Ernestina Rocha.
De acordo com a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO) e coordenadora do GT de Saúde Pública do CFF, Lorena Baía, o guia de serviços farmacêuticos foi elaborado com base em evidências científicas que comprovam a relevância do farmacêutico na Atenção Primária à Saúde (APS).
“Mais do que defender que o farmacêutico esteja presente, já que temos isso previsto em legislação, é necessário mostrar para o gestor o quanto esse profissional pode fazer a diferença na vida dos pacientes e na economia de recursos públicos ao compor as equipes multiprofissionais”, destacou.
Lorena Baía também reforça que o farmacêutico atua diretamente ao lado do paciente, garantindo o uso correto e seguro dos medicamentos e acompanhando o tratamento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, asma e anticoagulação. Além disso, sua presença é essencial para a adesão terapêutica e prevenção de complicações.
Sobre o guia de registro das atividades clínicas, a presidente do CRF-GO alerta para a importância da documentação dessas ações.
“É importante lembrar que, sem estar cadastrado no CNES e sem registrar suas atividades, o farmacêutico não aparece oficialmente para o sistema de saúde. Ou seja, é como se ele não existisse para o SUS”, enfatizou.:
Acesse os guias completos:
Registro das atividades clínicas do farmacêutico no SUS