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Mercado de agonistas do GLP-1 alcança R$ 10 bilhões no Brasil e já representa 4% do mercado farmacêutico

Os medicamentos agonistas do GLP-1, amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, movimentaram cerca de R$ 10 bilhões em 2025, o equivalente a aproximadamente 4% do mercado de varejo farmacêutico brasileiro. Os dados constam em relatório do Itaú BBA, com estimativas semelhantes apresentadas pela XP Research.

Segundo a análise, o segmento apresentou forte crescimento, com alta de 77% nas importações desses medicamentos ao longo de 2025, refletindo o aumento da demanda no país. O impacto já é significativo para as grandes redes farmacêuticas: atualmente, os agonistas do GLP-1 respondem por 8% a 9% da receita de empresas como RD Saúde (Raia e Drogasil), Pague Menos e Panvel. A projeção é que essa participação chegue a 20% até 2030.

Ainda de acordo com o Itaú BBA, o mercado brasileiro de agonistas do GLP-1 pode atingir R$ 50 bilhões até 2030, com uma base estimada de 15 milhões de usuários.

Principais fabricantes e evolução do mercado

Atualmente, o mercado é liderado por duas grandes farmacêuticas: a Novo Nordisk, da Dinamarca, e a Eli Lilly, dos Estados Unidos. Levantamento da Close Up International analisou o desempenho das principais moléculas comercializadas no país — semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.

Até abril de 2025, a semaglutida (Ozempic e Wegovy) dominava o mercado, com 96,6% das vendas. A liraglutida respondia por 2,7%, e a dulaglutida por 0,7%.

Esse cenário começou a mudar em maio de 2025, com a chegada do Mounjaro (tirzepatida), da Eli Lilly. Considerado mais potente, o medicamento rapidamente ganhou espaço e alcançou 49,6% do market share em agosto de 2025, último mês analisado no relatório.

O mesmo período marcou o lançamento das primeiras versões nacionais da liraglutida, os medicamentos Olire e Lirux, da EMS, após a queda da patente da substância em 2024. Já na estreia, esses produtos alcançaram 1,4% do market share em valor e 3,5% em unidades vendidas.

Com a previsão de queda da patente da semaglutida em março de 2026, o mercado pode ganhar novo impulso. O Itaú BBA estima uma redução de até 30% nos preços no primeiro ano, podendo chegar a 50% em cinco anos. O segmento de genéricos e similares pode movimentar R$ 8,4 bilhões já em 2027.

Impactos além do setor farmacêutico

A popularização dos agonistas do GLP-1 também tende a impactar outros setores da economia. Estudos citados pelo Itaú BBA indicam redução no consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas entre usuários desses medicamentos.

Pesquisa realizada com 150 mil usuários nos Estados Unidos mostrou queda no consumo de salgadinhos (-10,1%), doces de padaria (-8,8%) e biscoitos (-6,5%), sugerindo reflexos no setor alimentício.

O que são os agonistas do GLP-1

Os agonistas do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) atuam simulando hormônios intestinais, promovendo controle glicêmico, retardo do esvaziamento gástrico e aumento da saciedade. Essas características explicam sua eficácia no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Além das moléculas já disponíveis, o mercado deve se diversificar ainda mais nos próximos anos, com medicamentos em desenvolvimento como a retatrutida e o orforglipron, além da versão oral da semaglutida, já lançada nos Estados Unidos, mas ainda sem pedido de aprovação junto à Anvisa.

? Fonte: IstoÉ Dinheiro

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