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Patente do Ozempic expira em março e abre nova fase para genéricos no país

As farmacêuticas já se posicionam para a corrida pelo genérico do Ozempic, medicamento à base de semaglutida desenvolvido pela Novo Nordisk. A patente do blockbuster se encerra no dia 20 de março, abrindo espaço para a entrada de genéricos e similares no mercado brasileiro.

Em 2023, o medicamento registrou R$ 3,1 bilhões em vendas, tornando-se o remédio de maior faturamento anual já registrado no país. Com o fim da exclusividade, laboratórios nacionais e internacionais disputam uma fatia desse mercado altamente lucrativo.

O segmento de canetas injetáveis para controle metabólico movimenta cerca de R$ 11 bilhões por ano no Brasil. Com a chegada dos genéricos, especialistas estimam que o mercado possa quase dobrar ainda em 2024, alcançando aproximadamente R$ 20 bilhões.

Por que o genérico chega mais cedo ao Brasil?

Embora o Ozempic tenha sido aprovado no Brasil apenas em 2018, sua patente foi depositada em 2006. Pela legislação brasileira, a exclusividade tem duração máxima de 20 anos. Até 2021, havia a possibilidade de prorrogação automática devido à demora do INPI, mas essa regra foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Novo Nordisk tentou estender a proteção da patente até 2038, mas teve o pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com isso, o medicamento está entre os principais fármacos com patente expirada a partir de 2026, abrindo caminho para versões genéricas e similares.

Indústria nacional se movimenta

Entre as primeiras a se posicionar está a EMS, que investiu mais de R$ 1 bilhão em sua planta de Hortolândia (SP) para produzir semaglutida. A empresa projeta faturar US$ 4 bilhões no médio prazo, considerando o mercado nacional e internacional.

A Cimed também anunciou planos para lançar sua versão do medicamento, conhecida como “canetinha amarela”, e prevê investimentos de R$ 2 bilhões nos próximos cinco anos. Já a Hypera busca registro junto à Anvisa, enquanto a Biomm firmou parceria com a indiana Biocon. A Nexus, por sua vez, investe R$ 60 milhões na instalação de uma fábrica em Sorocaba (SP).

A Eurofarma adotou uma estratégia diferente ao firmar parceria com a própria Novo Nordisk para distribuição e promoção de novas marcas biológicas de semaglutida no Brasil.

Genéricos devem ampliar o acesso

Os genéricos já são amplamente consolidados no país: ocupam 15 das 20 posições entre os medicamentos mais vendidos e movimentaram R$ 20,4 bilhões em 2024. Com preços mais acessíveis, são considerados fundamentais para ampliar o acesso aos tratamentos.

Atualmente, cerca de 1 milhão de caixas de semaglutida são consumidas mensalmente no Brasil, mas apenas 2,5% dos adultos obesos têm acesso ao tratamento. Com o fim da patente, a expectativa é que o medicamento alcance um número significativamente maior de pacientes.

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