O Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO) tomou conhecimento da prisão de um farmacêutico e de outra pessoa pela Polícia Civil de Goiás, realizada por meio da Central-Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia – 2ª DRP, na terça-feira (27/01), em operação relacionada à venda e distribuição de medicamentos abortivos, após denúncia anônima.
O CRF-GO esclarece que tomou conhecimento do fato por meio da imprensa e das redes sociais. Diante da menção ao possível envolvimento de um farmacêutico, encaminhou ofício à Polícia Civil do Estado de Goiás solicitando maiores esclarecimentos sobre o caso.
Até o momento, o Conselho não possui a identificação do profissional envolvido e não recebeu denúncia formal relacionada ao caso. Caso seja confirmada a participação de farmacêutico em irregularidades, serão adotadas as medidas cabíveis, incluindo a instauração de processo ético-disciplinar. As penalidades previstas na legislação vigente podem compreender advertência, multa, suspensão temporária do exercício profissional ou, nos casos mais graves, a cassação definitiva do registro.
O CRF-GO reforça que os farmacêuticos devem comercializar apenas medicamentos devidamente autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e exclusivamente em estabelecimentos regularmente registrados e licenciados pelos órgãos fiscalizadores competentes.
O Conselho reafirma seu compromisso com a fiscalização orientativa, a capacitação contínua dos profissionais e o combate à venda ilegal de medicamentos e suplementos. Todos os estabelecimentos de saúde no Estado de Goiás são fiscalizados, em média, três vezes ao ano, conforme o Plano Anual de Fiscalização. Quando constatadas irregularidades, o Conselho encaminha denúncia aos órgãos competentes, como Vigilância Sanitária, Ministério Público e Polícia Civil.
O CRF-GO permanece à disposição da imprensa para fornecer informações adicionais e continuará acompanhando o caso, adotando as medidas cabíveis dentro de sua competência legal.

