O mercado de medicamentos genéricos no Brasil encerrou 2025 com um marco histórico: 2.360.857.706 unidades comercializadas entre janeiro e dezembro. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em levantamento da IQVIA, e apontam um crescimento de 8,33% em relação a 2024.
O desempenho consolida a trajetória de expansão da categoria e reforça o papel estratégico dos genéricos na ampliação do acesso da população brasileira a tratamentos seguros, eficazes e mais acessíveis. Atualmente, o Brasil ocupa a 7ª posição entre os maiores mercados farmacêuticos do mundo, sendo o maior da América Latina.
Crescimento consistente ao longo dos últimos anos
Entre 2020 e 2025, foram comercializadas mais de 11 bilhões de unidades de medicamentos genéricos no País. A estimativa do setor é que, até 2030, outros 14 bilhões de unidades sejam vendidas, totalizando mais de 25 bilhões de caixas ao longo da década.
Para o presidente-executivo da PróGenéricos, Tiago de Moraes Vicente, os números confirmam a consolidação da política pública dos genéricos no Brasil.
“Os dados de 2025 mostram que os genéricos são hoje uma das principais ferramentas de acesso à saúde no País. Estamos falando de volume, capilaridade e impacto direto no orçamento das famílias. É uma categoria que cresce de forma estruturada e consistente em praticamente todo o território nacional”, afirma.
Avanço em 24 estados brasileiros
Os dados regionais evidenciam crescimento da participação dos genéricos em 24 das 27 unidades da Federação, reforçando o caráter nacional da expansão.
O Nordeste mantém protagonismo tanto em participação quanto em evolução:
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Pernambuco liderou o ranking nacional, passando de 34,60% para 36,52% (+1,93 ponto percentual);
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Rio Grande do Norte (33,13%) e Piauí (32,24%) permaneceram acima de 32%;
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Sergipe (+1,99 pp), Bahia (+1,58 pp) e Alagoas (+1,35 pp) registraram crescimentos expressivos.
No Sudeste, mercados estratégicos também apresentaram avanço:
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Minas Gerais atingiu 30,70% (+1,04 pp);
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São Paulo chegou a 28,57% (+0,98 pp);
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Rio de Janeiro apresentou um dos maiores crescimentos entre os grandes mercados, alcançando 28,06% (+1,60 pp).
No Norte, o destaque foi Rondônia, com o maior crescimento percentual do País (+2,29 pp), atingindo 25,73%. Pará e Acre também registraram avanços.
O Centro-Oeste manteve trajetória estável de crescimento, com Goiás alcançando 29,79% (+1,08 pp), além de aumento de participação no Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul.
No Sul, a expansão foi consistente, com destaque para Santa Catarina (+1,41 pp), além de crescimento no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Apenas três estados apresentaram retração no período: Amapá, Roraima e Mato Grosso.
Medicamentos mais comercializados em 2025
Os dez princípios ativos genéricos mais vendidos no Brasil em 2025 foram:
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Losartana – 180.532.428 unidades
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Dipirona – 121.666.223 unidades
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Hidroclorotiazida – 78.937.405 unidades
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Tadalafila – 75.117.628 unidades
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Nimesulida – 66.005.683 unidades
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Simeticona – 55.621.217 unidades
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Enalapril – 51.388.608 unidades
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Sinvastatina – 48.239.025 unidades
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Anlodipino – 43.868.009 unidades
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Atenolol – 42.228.583 unidades
O ranking evidencia a forte presença dos genéricos no tratamento de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, dislipidemias e condições agudas de alta prevalência, ampliando o acesso terapêutico da população.
Economia para as famílias e maturidade do mercado
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, os medicamentos genéricos apresentaram desconto médio de 69,83%, contribuindo de forma significativa para a redução dos gastos das famílias brasileiras com saúde.
Segundo dados da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), processados até julho de 2025, o mercado brasileiro conta atualmente com:
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2.620 produtos registrados
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4.859 apresentações comercializadas
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539 princípios ativos disponíveis
A amplitude do portfólio reforça a maturidade do segmento e sua contribuição consistente tanto para o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto para o setor privado.
“Com um portfólio amplo, preços competitivos e presença consolidada, os genéricos seguem como um dos principais instrumentos de ampliação do acesso a tratamentos no Brasil. O desafio agora é fortalecer a previsibilidade regulatória para sustentar esse crescimento”, conclui Tiago de Moraes Vicente.
Sobre a PróGenéricos
Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) reúne os principais laboratórios que atuam na fabricação e comercialização desses produtos no Brasil. Sem fins econômicos, a entidade promove o debate público sobre temas relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica nacional.

