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SUS amplia uso da doxiciclina para prevenir sífilis e clamídia após exposição de risco

O Sistema Único de Saúde passará a ampliar o uso do antibiótico Doxiciclina na prevenção de duas importantes infecções sexualmente transmissíveis bacterianas: Sífilis e Clamídia. A medida foi oficializada por meio de portaria do Ministério da Saúde publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

O documento autoriza que o medicamento seja utilizado como profilaxia pós-exposição, estratégia conhecida como PEP. Nesse caso, o antibiótico pode ser administrado após uma situação considerada de risco de transmissão, como relações sexuais sem uso de preservativo. A previsão é que o sistema público de saúde tenha até 180 dias para organizar a oferta da nova indicação terapêutica.

A utilização do medicamento seguirá critérios definidos em um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, que estabelecerá quais grupos poderão receber a profilaxia e em quais circunstâncias o tratamento será recomendado. A medida integra estratégias de saúde pública voltadas à redução da transmissão de infecções bacterianas sexualmente transmissíveis.

A doxiciclina é um antibiótico utilizado há décadas no tratamento de diversas infecções bacterianas. O medicamento atua bloqueando a produção de proteínas essenciais para a sobrevivência das bactérias, impedindo sua multiplicação no organismo. Quando administrado logo após uma possível exposição, o fármaco pode eliminar os microrganismos antes que consigam se estabelecer no corpo.

No caso da sífilis e da clamídia, existe um intervalo entre o contato com a bactéria e o início efetivo da infecção. Durante esse período inicial, a ação do antibiótico pode interromper o processo de replicação bacteriana, diminuindo a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Sífilis e clamídia estão entre as infecções sexualmente transmissíveis bacterianas mais frequentes. Ambas são transmitidas principalmente por relações sexuais sem preservativo, incluindo sexo vaginal, anal e oral, e podem provocar complicações importantes quando não são diagnosticadas e tratadas precocemente. A ampliação da estratégia preventiva busca reduzir novos casos e fortalecer as ações de controle dessas infecções no país.

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