Garantir atendimento em saúde com qualidade e sem danos evitáveis é um compromisso que orienta a organização do Sistema Único de Saúde. Esse princípio está no centro da política de segurança do paciente no Brasil e ganha destaque durante a mobilização nacional Abril pela Segurança do Paciente.
Com o tema “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, a campanha do Ministério da Saúde amplia o debate sobre práticas seguras e incentiva ações de prevenção em todos os níveis da atenção à saúde.
No dia a dia dos serviços, a segurança do paciente envolve medidas concretas que ajudam a evitar falhas e reduzir riscos assistenciais. Entre elas estão a identificação correta dos pacientes, a comunicação efetiva entre profissionais, a adoção de protocolos e o uso seguro de medicamentos.
Esses cuidados impactam diretamente a vida da população. Erros na administração de medicamentos, infecções associadas à assistência e falhas na comunicação entre equipes podem causar complicações, prolongar internações e comprometer a recuperação dos pacientes.
Nesse cenário, os farmacêuticos desempenham papel decisivo. Além de atuarem na dispensação e no acompanhamento da farmacoterapia, esses profissionais contribuem para prevenir erros, identificar riscos, orientar pacientes e apoiar equipes multiprofissionais na promoção do uso seguro de medicamentos.
A consolidação dessa agenda no país ganhou força com a criação do Programa Nacional de Segurança do Paciente, em 2013. Desde então, houve avanço na implantação de protocolos, Núcleos de Segurança do Paciente e estratégias de monitoramento de incidentes, fortalecendo a organização do cuidado em serviços públicos e privados.
A campanha de abril também chama atenção para a participação ativa da população. Informar sintomas, relatar histórico de saúde, esclarecer dúvidas sobre tratamentos e seguir corretamente as orientações recebidas são atitudes que ajudam a tornar o atendimento mais seguro.
Mais do que uma diretriz técnica, a segurança do paciente é um compromisso permanente com a vida. E, nesse processo, farmacêuticos têm atuação indispensável para qualificar o cuidado, proteger pacientes e fortalecer o SUS.

