Comprimido desenvolvido pela Eli Lilly utiliza mecanismo semelhante aos agonistas de GLP-1 e representa avanço na praticidade do tratamento
A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou a comercialização do Foundayo, novo medicamento oral desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly para o tratamento da obesidade. O produto é indicado para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a pelo menos uma condição, como hipertensão arterial ou diabetes tipo 2.
O medicamento tem como princípio ativo o orforglipron, substância que atua mimetizando o hormônio GLP-1, responsável por auxiliar na regulação do apetite, da saciedade e do metabolismo energético. A proposta terapêutica é contribuir para a redução da ingestão calórica e favorecer o emagrecimento quando associada a alimentação balanceada e prática regular de atividade física.
Segundo dados divulgados a partir de estudos clínicos utilizados no processo de aprovação, pacientes em tratamento com o medicamento apresentaram perda média de peso corporal entre 12% e 15%, a depender do estudo e do tempo de acompanhamento.
Inovação está na forma de administração
Um dos principais diferenciais do Foundayo está na sua apresentação em comprimido de uso diário, dispensando aplicação injetável. Além disso, o medicamento pode ser administrado sem restrições rígidas relacionadas ao horário ou à alimentação, característica apontada como um avanço em relação a outros tratamentos disponíveis na mesma classe terapêutica.
Especialistas avaliam que a praticidade pode contribuir para maior adesão dos pacientes ao tratamento, uma vez que a continuidade terapêutica ainda é um dos principais desafios no enfrentamento da obesidade.
Ainda sem previsão para o Brasil
Até o momento, não há anúncio oficial sobre submissão do medicamento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tampouco previsão para eventual comercialização no Brasil.
O lançamento amplia a concorrência internacional no mercado de medicamentos voltados ao tratamento da obesidade e reforça a tendência de desenvolvimento de terapias que aliem eficácia clínica à conveniência de uso.

