A Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou, na última quarta-feira (09), duas ações simultâneas na Região Metropolitana de Goiânia com foco no combate à comercialização irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento. As operações acendem um alerta importante sobre os riscos à saúde pública e a necessidade de controle rigoroso na circulação desses produtos.
Em Aparecida de Goiânia, a 2ª Delegacia Distrital de Polícia, vinculada à 2ª Regional (DRP), cumpriu mandado de busca e apreensão em uma residência investigada por envolvimento na venda de medicamentos sem procedência comprovada. Conforme a apuração, os produtos estavam sendo comercializados sem registro nos órgãos sanitários competentes, o que configura crime previsto no artigo 273 do Código Penal, relacionado à falsificação, adulteração ou comercialização irregular de produtos destinados a fins terapêuticos.
Durante a operação, foram recolhidos dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que podem auxiliar no aprofundamento das investigações. A Polícia Civil segue trabalhando para identificar todos os envolvidos e mapear a cadeia de distribuição desses medicamentos ilegais.
Já em Goiânia, uma denúncia anônima levou a 16ª Delegacia Distrital de Polícia, ligada à 1ª DRP, até um endereço onde um indivíduo teria adquirido medicamentos de origem proibida no país. Ao ser abordado, ele confirmou a comercialização dos produtos e entregou voluntariamente três caixas e 12 ampolas do medicamento irregular. O suspeito foi autuado em flagrante, também com base no artigo 273 do Código Penal.
Riscos à saúde e importância da orientação farmacêutica
A comercialização e o uso de medicamentos sem registro ou de procedência desconhecida representam sérios riscos à saúde da população. Produtos irregulares podem conter substâncias não declaradas, dosagens inadequadas ou até componentes nocivos, comprometendo a segurança do tratamento e podendo causar efeitos adversos graves.
O Conselho Regional de Farmácia de Goiás (CRF-GO) reforça a importância de que a população adquira medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados e com a devida orientação de um farmacêutico. Além disso, é fundamental desconfiar de promessas de emagrecimento rápido associadas a produtos sem comprovação científica ou vendidos fora dos canais legais.
Casos como esses evidenciam a relevância da atuação conjunta entre órgãos de fiscalização e segurança pública para proteger a saúde coletiva e coibir práticas ilegais no mercado de medicamentos.

