A saúde inclusiva no Brasil deu um novo passo. O Conselho Federal de Farmácia aprovou, por unanimidade, uma resolução que estabelece diretrizes para a atuação do farmacêutico na assistência e no cuidado à população LGBTQIAPN+.
A medida foi aprovada durante a Reunião Plenária realizada entre os dias 22 e 24 de abril, em Brasília, e reforça o compromisso da profissão farmacêutica com a equidade, a ética e a promoção da saúde para todos.
A construção da normativa contou com o trabalho técnico do Grupo de Trabalho sobre Cuidado Farmacêutico à População LGBTQIAPN+ e Outras Populações Vulnerabilizadas, responsável por discutir estratégias para ampliar o acesso à saúde e fortalecer um atendimento mais acolhedor e qualificado.
Segundo o presidente do CFF, a resolução representa um avanço importante para a profissão e reconhece o trabalho desenvolvido pelo grupo responsável pela elaboração do texto.
A iniciativa também reforça um movimento já adotado pelo Conselho Federal de Farmácia em relação à ampliação do cuidado para públicos em situação de vulnerabilidade. O órgão foi o primeiro conselho profissional do país a publicar diretrizes voltadas à saúde da pessoa surda.
Com a nova resolução, a Farmácia brasileira amplia sua atuação clínica e social, fortalecendo práticas baseadas em evidências científicas, no respeito à diversidade e na promoção de um atendimento mais humanizado.
O texto da resolução deve ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União.

