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Nova recomendação acende alerta sobre uso preventivo de vitamina D em idosos

A vitamina D é essencial para a saúde óssea e muscular, mas uma recomendação recente trouxe um alerta importante: o uso preventivo do suplemento para evitar quedas em adultos mais velhos sem deficiência diagnosticada deixou de ser indicado de forma ampla. A mudança ocorre após novas análises científicas não identificarem benefício consistente da suplementação em pessoas que vivem na comunidade e não apresentam deficiência comprovada.

A recomendação foi atualizada pela U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF), que passou a orientar contra o uso de vitamina D, com ou sem cálcio, para prevenção de quedas em mulheres após a menopausa e homens com 60 anos ou mais que vivem fora de instituições de longa permanência.

A orientação não inclui pacientes com osteoporose, deficiência de vitamina D confirmada, histórico de fraturas por fragilidade, síndromes de má absorção ou doenças que interferem no metabolismo ósseo. Nesses casos, a suplementação pode continuar indicada, desde que acompanhada de avaliação individualizada.

Segundo os especialistas, a principal razão para a recomendação mais restritiva é a ausência de evidências sólidas de que a suplementação “preventiva”, feita apenas pela idade, realmente reduza o risco de quedas. Além disso, o uso inadequado de suplementos pode trazer riscos, especialmente quando realizado sem acompanhamento profissional.

Entre os possíveis efeitos adversos estão excesso de cálcio no organismo, formação de cálculos renais e complicações relacionadas ao uso de doses elevadas. Por isso, a orientação atual reforça a necessidade de personalização do cuidado e avaliação clínica antes do início da suplementação.

A mudança também é sustentada pela revisão sistemática e meta-análise “Efficacy of Vitamin D Supplementation on the Risk of Falls Among Community-Dwelling Older Adults”, publicada em 2025. O estudo concluiu que a suplementação de vitamina D não reduziu o risco de quedas em adultos com 65 anos ou mais que vivem na comunidade.

Embora a vitamina D continue sendo importante para a saúde, os pesquisadores destacam que ela não deve ser vista como uma solução universal para prevenção de quedas em pessoas sem deficiência comprovada.

A prevenção de quedas envolve uma abordagem mais ampla e multifatorial. Entre as medidas com maior impacto estão a prática de exercícios de fortalecimento e equilíbrio, revisão de medicamentos que possam causar tontura ou sonolência, correção de alterações visuais e auditivas e adaptação do ambiente doméstico para reduzir riscos.

Também é importante investigar fatores como dor, fraqueza muscular, neuropatias e alterações na marcha, condições frequentemente associadas ao aumento do risco de quedas em idosos.

A suplementação de vitamina D ainda pode ser recomendada em situações específicas, como deficiência confirmada em exames, baixa exposição solar, dieta insuficiente, osteoporose ou maior risco de fraturas. Nesses casos, a dose e o tempo de uso devem ser definidos após avaliação médica e laboratorial.

Profissionais de saúde orientam que doses elevadas não devem ser utilizadas por conta própria e que o paciente deve informar ao médico o uso de cálcio, polivitamínicos ou outros suplementos para evitar excessos.

A principal mensagem reforçada pelas novas recomendações é que a prevenção de quedas não depende de uma única medida isolada. A estratégia mais eficaz continua sendo a combinação entre avaliação individualizada, prática segura de atividade física e correção dos fatores de risco associados ao envelhecimento.

 

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