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Melatonina exige atenção no uso contínuo e com outros medicamentos

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo cérebro em resposta à escuridão e atua na regulação do ciclo do sono. Muito associada à melhora da qualidade do descanso, ela costuma ser vista como uma alternativa simples para dormir melhor. No entanto, especialistas alertam que o uso contínuo, doses elevadas e a combinação com outros medicamentos exigem cuidados.

Diferente de medicamentos sedativos, a melatonina funciona como um sinalizador para o organismo entender que é hora de dormir. Por isso, pode ser útil em situações específicas, como jet lag e alterações no relógio biológico.

Em casos de insônia crônica, porém, os hábitos de sono continuam sendo fundamentais para o cuidado e tratamento.

Uma revisão científica publicada na revista Clinical Drug Investigation apontou que o uso de curto prazo da melatonina tende a ser bem tolerado, com efeitos adversos geralmente leves, como sonolência, dor de cabeça, tontura e náusea.

O principal ponto de atenção está no uso prolongado. Segundo o NIH/NCCIH, ainda não existem dados suficientes sobre os efeitos do uso contínuo da melatonina, especialmente em crianças, idosos, gestantes e lactantes.

Outro cuidado importante envolve as possíveis interações com medicamentos e outras substâncias. Entre os casos que exigem acompanhamento profissional estão pessoas que utilizam:

  • anticoagulantes;

  • medicamentos para epilepsia;

  • medicamentos que causam sonolência;

  • tratamentos para pressão arterial, diabetes e saúde mental;

  • álcool e suplementos com efeito relaxante.

Especialistas também alertam que dificuldades frequentes para dormir podem indicar outros problemas de saúde que precisam ser investigados.

Roncos intensos, pausas na respiração durante o sono, sonolência excessiva durante o dia, ansiedade, dores, refluxo e insônia persistente são alguns sinais que merecem avaliação profissional.

O uso da melatonina deve ser individualizado, considerando idade, rotina, doenças existentes e medicamentos em uso. A recomendação é evitar automedicação prolongada e buscar orientação profissional para definição da dose e do tempo de uso.

Além disso, hábitos como reduzir o uso de telas à noite, evitar cafeína próximo ao horário de dormir, manter horários regulares de sono e cuidar da iluminação do ambiente ajudam diretamente na produção natural de melatonina pelo organismo.

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