A demora na identificação da doença favorece a transmissão, enquanto a interrupção do tratamento pode contribuir para a resistência bacteriana.
A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura, mas o diagnóstico tardio e o uso inadequado de medicamentos continuam sendo desafios para seu controle. Quando não identificada e tratada corretamente, a doença pode se espalhar e favorecer o desenvolvimento de bactérias resistentes aos antibióticos.
Causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose afeta, na maioria dos casos, os pulmões. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de partículas liberadas quando uma pessoa com tuberculose pulmonar ou laríngea ativa tosse, fala ou espirra.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível após a confirmação do diagnóstico. Com o uso adequado dos medicamentos, a capacidade de transmissão tende a diminuir progressivamente, especialmente nas primeiras semanas.
Quais são os principais sintomas?
A tosse persistente é um dos sinais mais característicos da tuberculose pulmonar. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde para investigação.
Outros sintomas que merecem atenção incluem:
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Febre, principalmente no fim do dia;
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Suor noturno;
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Perda de peso sem causa aparente;
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Cansaço e fraqueza;
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Falta de apetite.
Essas manifestações também podem ocorrer em outras doenças respiratórias. Por isso, a confirmação da tuberculose depende de avaliação profissional e exames específicos.
Interrupção do tratamento pode favorecer resistência bacteriana
O tratamento da tuberculose envolve a combinação de diferentes antibióticos e, na maioria dos casos, dura pelo menos seis meses.
Uma das principais dificuldades é que os sintomas podem melhorar antes da eliminação completa das bactérias. Por esse motivo, interromper os medicamentos ou utilizá-los de maneira irregular pode comprometer a eficácia do tratamento e favorecer o desenvolvimento de resistência.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência também pode estar relacionada ao uso de esquemas terapêuticos inadequados e a medicamentos de qualidade insatisfatória.
A tuberculose multirresistente, por exemplo, ocorre quando a bactéria apresenta resistência à rifampicina e à isoniazida, dois dos principais medicamentos utilizados contra a doença.
Esses casos exigem exames específicos e tratamentos individualizados, que podem ser mais complexos. Além disso, bactérias resistentes também podem ser transmitidas entre pessoas.
Diagnóstico e tratamento são gratuitos pelo SUS
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente os exames para diagnóstico, o acompanhamento e os medicamentos necessários ao tratamento da tuberculose.
A duração e a escolha dos medicamentos dependem das características de cada paciente, da forma da doença e da presença ou não de resistência bacteriana.
Mesmo após a melhora dos sintomas, é fundamental seguir o tratamento pelo período indicado e comparecer às consultas de acompanhamento.
Farmacêutico contribui para a adesão ao tratamento
O farmacêutico desempenha um papel importante no enfrentamento da tuberculose, especialmente na orientação sobre o uso correto dos medicamentos e na prevenção da resistência bacteriana.
Durante o acompanhamento, esse profissional pode esclarecer dúvidas sobre horários de administração, possíveis efeitos adversos e interações medicamentosas, além de identificar dificuldades que comprometam a continuidade do tratamento.
A orientação farmacêutica também contribui para que o paciente compreenda a importância de não interromper os antibióticos por conta própria, mesmo quando os sintomas desaparecem.
O diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento são fundamentais para a cura da tuberculose, a redução da transmissão e a prevenção de formas resistentes da doença.
Fonte: Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).
Saiba mais: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/tuberculose

