Levantamento aponta maior crescimento entre jovens da Geração Z e reforça a importância da orientação farmacêutica durante o tratamento.
As compras de medicamentos utilizados no tratamento da ansiedade e da depressão aumentaram 11,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são de um levantamento realizado pela Vidalink, empresa especializada em planos de bem-estar corporativos, e divulgados pelo portal Panorama Farmacêutico. A pesquisa analisou informações de 34.823 beneficiários com planos ativos nos dois períodos e identificou um crescimento de 9,4% no número de compradores, que passou de 21,2 mil para 23,2 mil pessoas.
Entre os grupos analisados, a Geração Z, composta por jovens de 19 a 24 anos, apresentou o maior crescimento proporcional no número de compradores, com alta de 15,3%. O volume de compras desse público aumentou 19,2%. O levantamento também revelou que as mulheres representaram 64,1% dos compradores de medicamentos para ansiedade e depressão, enquanto os homens corresponderam a 35,9%. Os resultados evidenciam mudanças no consumo desses medicamentos entre os beneficiários analisados, embora não permitam concluir, isoladamente, que houve aumento na prevalência dos transtornos mentais na população brasileira.
O tratamento de transtornos de ansiedade e depressão pode envolver acompanhamento psicológico e uso de medicamentos, conforme avaliação individualizada. No caso do transtorno de ansiedade social, caracterizado pelo medo intenso de situações de exposição e julgamento, diretrizes clínicas internacionais, como as do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), incluem a sertralina e o escitalopram entre as opções farmacológicas iniciais para adultos, quando indicadas. A escolha do medicamento deve considerar as necessidades do paciente, as possíveis contraindicações e o acompanhamento profissional.
Nesse contexto, a atuação do farmacêutico é fundamental para promover o uso seguro e racional dos medicamentos. Durante a dispensação, o profissional pode orientar sobre o tempo necessário para a resposta terapêutica, possíveis efeitos adversos, interações medicamentosas e riscos da interrupção abrupta do tratamento. O acolhimento sem julgamento, o acompanhamento da adesão e o encaminhamento ao prescritor diante de dificuldades contribuem para a segurança do paciente e a continuidade do cuidado em saúde mental.
Fonte: Panorama Farmacêutico, com dados da Vidalink.

