Novembro azul: mês de prevenção ao câncer de próstata e diabetes

O movimento Novembro Azul, representa a luta para alertar e chamar atenção da população mundial sobre duas enfermidades que acometem milhares de pessoas: o câncer de próstata e o diabetes. Durante todo o mês instituições de saúde e entidades governamentais como o CRF-GO aderem campanhas e estratégias para disseminar informação de qualidade sobre prevenção e diagnóstico precoce destas doenças.

As datas participantes do movimento são os dias 14/10 - Dia Mundial do Diabetes e 17/10 - Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. Leia a seguir mais informações sobre as doenças, quais suas causas, como identificar e os tratamentos mais atuais.

- Diabetes

O pâncreas é o principal órgão afetado pela diabetes. Em condições normais ele regula o nível de glicose (ou taxa de glicemia) no sangue com a produção de insulina. Mas em pessoas com diabetes mellitus Tipo 1, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, o que causa um déficit no que é liberado para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue. Os sintomas podem incluir:

- Sede excessiva
- Rápida perda de peso
- Fome exagerada
- Cansaço inexplicável
- Muita vontade de urinar
- Má cicatrização
- Visão embaçada
- Falta de interesse e de concentração
- Vômitos e dores estomacais, frequentemente diagnosticados como gripe.

Este quadro também pode aparecer em pacientes com diabetes mellitus Tipo 2, mas geralmente são menos evidentes. O tipo 2 da doença acontece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, ou, não produz o suficiente para controlar a taxa de glicemia. Diferente do tipo 1, a diabetes tipo 2 não é uma doença autoimune e mesmo com fatores genéticos, está bastante associado ao excesso de peso e uma má conduta alimentar. Esse fator permite a incidência do Pré-diabetes.

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco. Esta etapa é a única que pode ser revertida, mas infelizmente 50% dos pacientes em estágio ‘pré’ desenvolvem a doença. O pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, como infarto e derrames.

Os sintomas do pré-diabetes são chamados de ‘síndrome metabólica’ e consistem em:

- Pressão alta
- Alto nível de LDL (‘mau’ colesterol) e triglicérides; e ou baixo nível de HDL (‘bom’ colesterol)
- Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura.

O pré-diabetes e o diabetes tipo 2 estão associados a condições como obesidade e sedentarismo, e pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples como a mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios.

A doença também pode ocorrer durante a gravidez, denominada diabetes gestacional, que se manifesta quando o pâncreas da mãe não aumenta a produção de insulina na gestação, que acaba faltando para o bebê. Essa complicação pode acontecer com qualquer mulher. É recomendado que no inicio do 6º mês de gestação a mãe faça um teste oral de tolerância a glicose para checar se está tudo bem.

É possível controlar a diabetes gestacional por meio de uma orientação nutricional adequada e prática de atividade física, na intenção de reduzir os níveis glicêmicos. Para as gestantes que não chegam a um controle adequado apenas com a dieta e exercícios é recomendado o uso da insulinoterapia, que é segura durante a gestação.


- Câncer de Próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre a população masculina e a segunda maior causa de morte por câncer em homens, acometendo três milhões de pessoas no país. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a enfermidade é considerada uma doença de terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem em pacientes com mais de 65 anos.

A próstata, maior afetada pela doença, é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.
Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa e não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Os sintomas da fase avançada são:

- Dor óssea;
- Dores ao urinar;
- Vontade de urinar com frequência;
- Presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

A única forma de garantir a cursa do câncer é o diagnóstico precoce. A melhor opção para homens a partir dos 45 anos com fatores de risco (histórico familiar de câncer de próstata, ser homem negro - sofrem mais incidência deste tipo de câncer - ou ter obesidade) e para homens com mais de 50 anos sem fatores de risco é buscar um urologista e fazer a investigação de sinais e sintomas como:

- Dificuldade de urinar
- Diminuição do jato de urina
- Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
- Sangue na urina

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